LinkedIn: Botão anti-IA do é avaliado positivamente
Após o recurso registrar mais de 1 milhão de acionamentos, plataforma escondeu publicações genéricas e passou a emitir alertas aos criadores afetados.
O diretor de produtos do LinkedIn, Hari Srinivasan, confirmou que os membros já estão visualizando uma quantidade muito menor de textos robotizados. A nova funcionalidade de moderação, apelidada como “botão contra lixo de IA” (ou “AI slop”, no jargão do setor de tecnologia), teve uma adoção rápida: já foi acionada mais de 1 milhão de vezes desde o lançamento.
Como o algoritmo lida com as denúncias?
Isso significa que apenas receber cliques no botão de denúncia não garante que uma postagem será ocultada caso o sistema interno não sustente a suspeita de uso inadequado de IA. A plataforma também realizou ajustes de algoritmo e passou a identificar e reduzir o alcance de publicações que abusam de clichês textuais já reconhecidos como assinaturas de sistemas de IA generativa – como posts que estruturam argumentos em fórmulas previsíveis, como o formato “não é sobre X, é sobre Y”.

Mudança de postura
Um estudo recente conduzido pela empresa de detecção de IA Pangram estimou que mais de 40% das publicações longas no LinkedIn provavelmente foram criadas por inteligência artificial. Esse volume sem precedentes não ocorreu por acaso. O próprio aplicativo adotava uma postura de incentivo ao uso da tecnologia, incluindo até um botão na interface de criação que sugeria “aprimorar” publicações utilizando algoritmos de escrita.
No entanto, essa “facilidade” acabou descaracterizando a plataforma. Reconhecendo o impacto negativo na experiência dos usuários, a empresa optou por remover completamente o recurso assim que lançou a atual ferramenta de denúncia.
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